História

Álvaro parece que sempre esteve ligada à Ordem de Malta, como se pode confirmar através de alguns vestígios na Igreja Matriz (gravação da Cruz de Malta numa pia de água benta), numa casa particular junto da praça (gravação da Cruz de Malta na parede) e mais significativamente na CASA DOS HOSPITALÁRIOS.

Esta casa possuía tectos pintados do séc. XVII, dispostos em caixotões,onde se vislumbravam motivos quer religiosos quer de outro tipo. Além disso continha dois oratórios e um pequeno lavatório encimado por motivos religiosos, que se supõe ter sido local de refrescamento dos peregrinos a Caminho de Santiago.

A Casa era um “hospital”, no seu sentido mais remoto, ou seja, local de acolhimento dos peregrinos, para repouso e tratamento de pequenas mazelas, pertença da Ordem de S. João do Hospital,  mais conhecida por Ordem de Malta.

"Foi uma casa que pertenceu á Ordem de Malta, pelo que quisemos preservar essa memória."

RUI SILVA , REVISTA RECONQUISTA

Outra marca de casa religiosa (há pouco descoberta aquando do restauro) é a cruz gravada na parede exterior, lado superior direito. Não admira este passado e estas funções, visto que Álvaro era ponto de passagem de um caminho de Santiago; a Ordem de Malta estava ligada a este território; e a família nobre, que vivia em frente, tinha no seu seio um frade da referida ordem.

Na casa encontrava-se também uma placa de xisto gravada com a data 1658. Já no século XX foi adquirida por um visionário, visto que era analfabeto e de origens modestas, João Moreira, que a transformou na sua habitação e a manteve conservada, fez da mesma ainda e ao mesmo tempo celeiro, adega e curral de animais.

Assim o primeiro andar era constituído pela sala dos caixotões do séc. XVII, onde havia móveis antigos mantidos em bom estado (actual Quarto Ginja); pelo quarto do proprietário e esposa, com tectos pintados com motivos florais (actual Quarto Mel); pelo corredor, onde se encontrava o oratório principal e escadas;  pelo quarto da filha, também com tectos pintados (actual Quarto Pinhal).

Pela cozinha e varanda alpendrada, com o lavatório dos peregrinos (actual quarto Zêzere). O rés-do-chão albergava o celeiro (actual sala de estar), o palheiro (actual sala de jantar), prateleiras com frutas (actual escadaria e W.C.), arrumos e alfaias agrícolas (actuais arrumos), prateleiras de batatas e cebolas e escadaria para a cave (actual cozinha).                

Acedia-se também à cave por uma rampa. Aquela servia para  armazenar lenha, como curral de ovelhas (actual sala de bilhar) e dava também para guardar em potes gigantes o azeite, a talha das azeitonas, a salgadeira e as conservas de carne e a adega (actual sala de arrumos).

Restauro

A reconstrução respeitou todas as paredes de xisto, mesmo as interiores, a pia e a placa foram reinstaladas nas salas de estar e de jantar.

A casa

Pela casa estão espalhados objectos da época de João Moreira, gravados pelo seu cunho.

Decoração

Obedece aos temas da região (quartos: Pinhal, Zêzere, Mel e Ginja) e ao passado dos Hospitalários (preto e vermelho, linhas direitas).

História

Desenha-se como refúgio cómodo, simples, distinto e actual, com cheirinho a antiguidade e a casa de aldeia.

Diversão

Com vistas angelicais e silêncio celestial, pode ser também um local de diversão em contacto com a água (na sua piscina privada) e o sol, abundante nesta região.                    

Relaxamento

O Quarto Ginja tem ainda a particularidade de possuir uma das três janelas com vista para uma horta da aldeia.

Frescura

No quarto Zêzere, um banco-cama simula a navegação pelas águas do rio, com o seu chão de vidro.

Natureza

O quarto Mel cheira a flores e fez da sua sala de banho uma colmeia. No quarto Pinhal acorda-se literalmente no pinhal, tal são as vistas!

Todos os tecidos, colchões e almofadas são da maior qualidade e conforto para que o descanso merecido seja para recordar e voltar. Depois é só esperar pelo pequeno-almoço, que de pequeno não tem nada, pois oferece uma variedade actual de bebidas e comidas aliada ao gosto tradicional e típico da aldeia, num ambiente moderno e clerical com a presença da pia do tempo dos Hospitalários! O jardim contempla os perfumes da região e as plantas típicas da aldeia, tendo como fundo a parede de xisto e a montanha!
Encontre esta tentação e sinta-se bem!